Flex Living: o novo conceito de habitar com liberdade, proximidade e propósito

A forma como vivemos está a mudar. A casa é um lugar onde se trabalha, se descansa, se partilha, se cuida e se cresce.  O papel da habitação tem vindo a moldar-se nos últimos anos, impulsionado por fenómenos como o trabalho híbrido, a mobilidade profissional, a urbanização densa, a valorização do bem-estar e a procura por soluções mais ágeis e ajustáveis.

 

Neste novo cenário, surge o conceito de Flex Living: uma abordagem residencial que responde às exigências contemporâneas de liberdade de escolha, proximidade, funcionalidade e comunidade.

 

O tema é cada vez mais relevante nos mercados internacionais. Cidades como Berlim, Amesterdão, Londres ou Paris já contam com soluções de Flex Living consolidadas, que integram arrendamento flexível, tipologias compactas, serviços partilhados e contratos ajustáveis. Nos Estados Unidos, nos  países nórdicos e em algumas cidades asiáticas, o conceito é aplicado em projetos que cruzam co-living, residências temporárias, habitação com serviços e gestão centralizada de comunidades.

Em todos os casos, o denominador comum é claro: criar uma resposta alinhada às necessidades reais das pessoas, mais coerente com os ritmos da vida moderna e mais sustentável na relação com o território.

 

Habitação flexível: viver com liberdade, conforto e serviço

 

À medida que os estilos de vida se tornam mais dinâmicos, a habitação também precisa acompanhar essa mudança. O Flex Living surge como resposta a uma nova realidade em que a mobilidade profissional, o trabalho híbrido, a internacionalização das empresas e a transitoriedade das fases de vida exigem soluções residenciais mais ágeis e adaptáveis.

Este conceito aplica-se a jovens profissionais, nómadas digitais, famílias em transição, estudantes internacionais ou colaboradores deslocados. Grupos diferentes, mas com uma necessidade em comum: habitar com conforto e liberdade de escolha, sem rigidez nos espaços, nos contratos ou nos serviços.

O chamado Living-as-a-Service traduz-se, assim, em modelos residenciais que oferecem:

  • Serviços agregados (manutenção, apoio residente, segurança, utilidades);
  • Espaços comuns equipados e pensados para o convívio e a funcionalidade;
  • Contratos ajustáveis, com maior flexibilidade e previsibilidade de custos.

 

Esta abordagem permite que cada residente se concentre no essencial: a sua vida, os seus objetivos, o seu bem-estar. É uma proposta particularmente relevante nos grandes centros urbanos, onde o acesso à habitação, a eficiência do espaço e a qualidade da experiência se tornam determinantes.

Espaços comuns como extensões da casa: o universo do Flex Living

 

No centro do Flex Living está a ideia de que a experiência de habitar vai muito além dos limites do apartamento. Este conceito ultrapassa a lógica tradicional da habitação e propõe novos modelos residenciais, onde o quotidiano se estende a espaços partilhados, serviços integrados e formas de viver mais conectadas e funcionais.

Importa sublinhar que o Flex Living não corresponde a um único modelo, mas sim a um ecossistema de soluções habitacionais que têm em comum três princípios essenciais: adaptabilidade, agilidade e relevância para os estilos de vida contemporâneos.

  • Co-living: habitação partilhada com zonas privadas (normalmente quartos com WC) e áreas comuns (cozinhas, salas, rooftops, lavandarias), com gestão centralizada e serviços incluídos;
  • Serviced apartments: apartamentos mobilados com serviços agregados (limpeza, manutenção, utilidades), geralmente para estadias médias e longas;
  • Build-to-rent flexível: edifícios desenvolvidos exclusivamente para arrendamento, com contratos ajustáveis e áreas comuns; ideal para quem procura estabilidade com liberdade contratual, sem a lógica da propriedade.
  • Living hubs: projetos que combinam habitação, trabalho, bem-estar e partilha num só espaço. Incluem apartamentos, zonas de coworking, áreas verdes, ginásios ou lounges, frequentemente com gestão única e curadoria de comunidade

 

Nestes espaços, as áreas comuns assumem um papel central: cozinhas equipadas, zonas de coworking, rooftops, lavandarias, ginásios, salas de convívio ou jardins interiores. Ao permitir reduzir a área privada sem abdicar de qualidade de vida, o Flex Living torna-se também uma solução urbana mais eficiente, sustentável e acessível, onde viver bem é sinónimo de viver com inteligência e em comunidade.

 

Localização, proximidade e ligação ao território

 

Flex Living não é apenas uma questão de como, mas também de onde se vive. Este modelo habitacional valoriza a localização como parte essencial da experiência de habitar. Os projetos são, por isso, pensados para integrar-se em zonas bem conectadas, com acesso facilitado a transportes, comércio local, serviços essenciais, zonas verdes e equipamentos culturais ou desportivos.

A proximidade torna-se aqui um verdadeiro ativo: menos deslocações, menos dependência do automóvel, mais tempo para o que importa. É essa lógica de fluidez e simplicidade que distingue o Flex Living de outras abordagens mais centradas na dimensão física da casa.

Além disso, os melhores projetos de Flex Living estão enraizados no território. Procuram valorizar o que é único em cada bairro, rua ou cidade: a identidade local, a vida de proximidade, o equilíbrio entre natureza e urbanidade. Essa ligação ao contexto cria espaços mais vivos, mais sustentáveis e mais alinhados aos ritmos reais de quem lá vive.

 

Bloom Living - Maia

O Flex Living é uma resposta clara às novas dinâmicas da vida contemporânea, uma declaração de adaptabilidade urbana e uma oportunidade real de repensar o modo como habitamos o território, ocupamos os espaços e nos relacionamos com a cidade. Tal como o Flex Working veio transformar a forma como trabalhamos, o Flex Living redefine a forma como vivemos, com mais liberdade, funcionalidade e consciência.

 

Ambos os conceitos estão no centro da nova marca do Castro Group, o Buz, que se afirma com soluções para espaços mais humanos, ágeis e integrados.
No Castro Group, acreditamos que a casa do futuro será cada vez mais inteligente, flexível e enraizada no bem-estar real das pessoas. Porque viver melhor não depende apenas do espaço, mas da liberdade de o habitar como realmente se precisa, quando se precisa e onde faz mais sentido.

 

 

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